Q10 na prevenção e tratamento da doença cardiovascular
As doenças cardiovasculares são comuns e são uma das causas principais de morte. E o risco aumenta com factores como idade, diabetes e excesso de peso. Uma das causas subjacentes é o stress oxidativo, que consiste no desequilíbrio entre radicais livres e antioxidantes. O Q10, que intervém na renovação energética celular, é um dos antioxidantes mais potentes. Segundo um artigo de revisão, publicado na revista científica Antioxidants, a suplementação com Q10 pode reduzir o stress oxidativo e a mortalidade cardiovascular. Pode, igualmente, melhorar a qualidade de vida e aumentar a probabilidade de sobrevivência. De uma maneira geral, o Q10 tem muitas potencialidades para quem deseje manter-se saudável, e é importante optar por um suplemento com qualidade e biodisponibilidade comprovadas.
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Elevados níveis sanguíneos de selénio, um oligoelemento essencial, aumentam a probabilidade de sobrevida a 10 anos do doente com cancro da mama, segundo um estudo populacional polaco, publicado na revista científica Nutrients. Além disso, uma investigação anterior mostrou que a suplementação com levedura de selénio pode diminuir o risco de desenvolver diversas formas de cancro. O solo agrícola na Europa é muito pobre em selénio, e esta é uma das razões por que a insuficiência de selénio é tão comum. A questão é saber de que quantidade de selénio precisamos para optimizar os níveis no sangue.
O estado nutricional é fundamental para a saúde e para a capacidade de controlar as infecções. São várias as funções do selénio no sistema imunitário, incluindo a função como antioxidante e de neutralizar a inflamação. O selénio também é capaz de impedir que os vírus sofram mutação e se tornem mais agressivos ou originem novas vagas da doença. Uma equipa de cientistas chineses fez uma revisão de vários estudos do selénio e do seu papel na protecção contra o vírus influenza, VIH e outros tipos de vírus ARN. Constataram, entre outras coisas, que o risco de contrair infecção por SARS-COV-2 é 10 vezes menor em regiões onde o solo é rico em selénio. É, por isso, muito problemático a insuficiência de selénio, causada por terrenos de cultivo pobres em selénio, estar tão disseminada na Europa, China, África e muitas outras regiões.
O rim efectua a depuração do sangue. O bom funcionamento do rim é vital para o sistema circulatório e para a saúde em geral. O funcionamento normal das células, incluindo as células renais, depende de uma série de proteínas que contêm selénio e da coenzima Q10. Os estudos mostram que as pessoas mais velhas em muitas regiões do mundo, Europa incluída, têm insuficiência de ambas as substâncias. Daí que uma equipa de cientistas suecos tenha realizado um estudo em que investigaram a concentração de selénio e a função renal num grupo de idosos. Os participantes receberam levedura de selénio e coenzima Q10 ou placebo, durante um período de quatro anos. Os resultados mostraram que o grupo que recebeu suplementos apresentava melhor função renal, segundo vários parâmetros, comparativamente ao grupo de placebo. O efeito positivo no metabolismo energético celular, na inflamação e no stress oxidativo foi atribuído aos dois suplementos. O estudo está publicado na revista científica Nutrients.
O selénio é um oligoelemento essencial que favorece uma porção de proteínas e antioxidantes que são importantes na gravidez. Segundo um novo estudo populacional norueguês, publicado na revista científica Nutrients, a falta de selénio durante a gravidez pode restringir o crescimento do feto e levar a baixo peso à nascença. Isto pode ter consequências no crescimento, nas capacidades cognitivas e na saúde da criança. A insuficiência de selénio é bastante comum na Noruega e no resto da Europa, e isso é problemático.
O selénio favorece diversas proteínas seleniodependentes, que são fundamentais para renovação energética, metabolismo, defesas imunitárias, fertilidade e protecção antioxidante. Além disso, o selénio tem especial afinidade para o mercúrio, pelo que consegue ligar-se a este metal pesado e neutralizar o efeito nocivo no cérebro, no sistema nervoso e noutros tecidos. Todavia, uma vez ligado ao mercúrio, o selénio deixa de poder ser utilizado pelas selenoproteínas. Todos estamos expostos a uma determinada quantidade de mercúrio, o que pode redundar em insuficiência limiar de selénio. O problema é que há outros factores que intervém, como colheitas pobres em selénio, devido à falta de selénio nos solos agrícolas de cultivo da Europa. O que importa perceber é que a toxicidade por mercúrio é insidiosa, e determinados peixes, como peixes predadores, e baleias no topo da cadeia alimentar contêm grandes concentrações de mercúrio. Contudo, doses terapêuticas de selénio podem prevenir o efeito tóxico do metal pesado, segundo um novo artigo de revisão publicado em Scientific Research.
O Q10 intervém na renovação energética celular, além de ser um antioxidante potente que protege células, tecidos e o sistema cardiovascular, de diversas formas. O ser humano sintetiza a maior parte do seu próprio Q10, mas a produção endógena deste composto diminui com a idade. Além disso, determinadas doenças estão associadas à diminuição endógena da síntese da coenzima Q10, e os cientistas observaram que a suplementação com Q10 tem potencialidades para minorar vários sintomas associados a doença cardíaca, diabetes, doença renal, enxaquecas, síndrome de fadiga crónica e fibromialgia. O Q10 também pode melhorar a função cardíaca de idosos saudáveis, reduzindo, assim, o risco de morte por doença cardíaca destas pessoas. O organismo tem dificuldade em absorver Q10, pelo que os cientistas sublinham a importância de tomar formulações de qualidade farmacêutica.
Milhões de pessoas tomam analgésicos que contêm paracetamol e estima-se que, aproximadamente, mil milhões de pessoas tenham falta de selénio, devido aos terrenos de cultivo pobres no nutriente. Esta é uma mistura infeliz, porquanto a insuficiência de selénio aumenta o risco de utilizar paracetamol, pois mesmo as doses recomendadas sobrecarregam o fígado de tal maneira que provocam toxicidade e aumentam o risco de efeitos secundários. Isto mesmo foi demonstrado num estudo, realizado em colaboração, pela Universidade de Bath, em Inglaterra, e Universidade Southwest, na China.
Não existe vida sem coenzima Q10. O composto é necessário à renovação energética em todas as nossas células. Também funciona como antioxidante potente que protege o coração e o sistema cardiovascular contra o stress oxidativo. O ser humano consegue sintetizar o Q10, mas a produção endógena diminui com a idade. Além disso, os doentes com insuficiência cardíaca tem baixos níveis de Q10, o que pode ser fatal, mas décadas de investigação mostram que os suplementos de Q10 podem melhorar a qualidade de vida e reduzir a mortalidade em perto de 50 por cento, segundo um artigo de revisão na Journal of Clinical Medicine, em que os autores referem 90 artigos publicados. É igualmente importante obter selénio em quantidade suficiente, o que ajuda o Q10 a funcionar perfeitamente.
Pensa-se que cerca de mil milhões de pessoas em todo o mundo tenham falta de selénio, sobretudo devido aos terrenos de cultivo pobres no nutriente. A insuficiência de selénio torna-nos mais vulneráveis a infecções e aumenta o risco de um vírus sofrer mutação e tornar-se mais perigoso. Isto mesmo foi demonstrado em estudos anteriores de vírus ARN, que podem provocar gripe, hepatite, VIH ou doença de Keshan. O coronavírus, que provoca a vulgar constipação e infecções COVID-19, também pertence ao grupo dos vírus ARN e tem uma capacidade invulgar de sofrer mutação. Foram identificados nos visons três novos tipos de vírus que sofreram mutação e que podem ser um obstáculo a uma futura vacina. Daí sermos forçados a reforçar as defesas, que se destinam a combater os vírus, de diversos ângulos. Por outro lado, mesmo com uma alimentação saudável, pode ser difícil obter selénio em quantidade suficiente, razão pela qual cada vez mais cientistas recomendam suplementos de selénio para ajudar a combater o coronavírus.
As células do nosso organismo estão em constante renovação, mas apenas conseguem dividir-se um certo número de vezes. Tudo depende do comprimento dos telómeros, que se podem comparar às pontas de plástico que revestem as pontas dos atacadores. Sempre que uma célula se divide, os seus telómeros ficam mais curtos, o que faz com que a célula fique mais próxima da sua fase terminal. Um estudo chinês vem agora mostrar que maior aporte de selénio está relacionado com maior comprimento dos telómeros. Dito de outra maneira, maior aporte de selénio contribui para proteger as células e permitir-lhes replicarem-se mais vezes. Isto, provavelmente, retarda o processo de envelhecimento e prolonga a esperança de vida, e há vários estudos que sugerem isto mesmo. Vale a pena referir que a insuficiência de selénio está disseminada pela Europa e por todo o mundo.
Segundo a OMS, a sépsis é a terceira causa de morte mais comum, logo a seguir a doença cardiovascular e cancro. A sépsis surge como resultado de hiper-reacção das defesas a uma infecção no sangue circulante. Segundo um estudo eslovaco, publicado no Bratislava Medical Journal, começar a suplementação com Q10 logo no início da fase de tratamento pode reduzir os sintomas e aumentar as hipóteses de sobrevivência. Saiba mais sobre outro nutriente que contribui para a prevenção da sépsis.
Algumas pessoas que tomam estatinas para diminuir o colesterol podem sofrer de depressão devido ao facto dos medicamentos diminuírem os níveis de Q10, uma substância muito importante para a produção de energia celular. Os suplementos de Q10 tomados juntamente com a medicação podem prevenir este efeito secundário.